Esses dias estou tentando me manter um pouco mais perto da realidade, rs, e pra provar, dessa vez ao invés de divagações são divulgações, rs
Essa semana assisti um filme lindo, “Cerejeiras em Flor” - é sobre um casal que viajam juntos para aproveitarem os últimos momentos de vida do marido que não sabe que está doente. Não vou entrar muito em detalhes pra não estragar as emoções, mas ele trata de temas como amor, valorizar a família, cuidado e atenção com o próximo e estar sempre atento à fragilidade da vida.
Sei que logo mais vou dedicar linhas e mais linhas só pra esse filme, mas quis comentar rapidamente pra que assistam, porque vale a pena.
É de uma delicadeza incrível. Acreditem em mim e vão até o cinema.
Outra dica é uma banda que já conheço ha algum tempo, chama “Homem do Brasil”. Eles têm um estilo meio alternativo, a música em sua maioria é base de rock, mas utilizam também outros instrumentos como tambor, flauta, dependendo de suas inspirações, as letras são muito conscientes, sempre pensando no bem maior, ou no próprio conhecimento interior. Eles falam do papel do homem no mundo, de elementos naturais como ar, água, terra, fogo, de sentimentos como o amor, que na verdade é o que rege as atitudes humanas, ou melhor, o que deveria reger - o amor por si mesmo, pelo próximo, pelo que o mundo te oferece, enfim, é uma banda que eu não curto só pelo som, mas também pelas idéias. Além de shows eles realizam vários saraus, eventos sociais, manifestações culturais.
Agora devem estar pensando que eu to divagando de novo. Uma banda de rock, que mistura misticismo, elementos da natureza, e outras formas artísticas. No que será que dá isso??? Mas acreditem, essa mistura deu certo.
Mesmo que só por curiosidade vão até o site e leiam os textos, tem muita coisa boa por lá... Fora a música, é claro.
“ Para ouvir o novo é preciso estar com a mente e o coração abertos aos sentimentos e emoções.”
http://www2.uol.com.br/homemdobrasil/
http://www.bloghomemdobrasil.blogspot.com/
http://www.youtube.com/profile?user=HomemDoBrasilOficial#p/u/35/5mlhGSwtlhU
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Vida em rascunho
Sentada em sua velha cadeira de balanço observava a chuva cair. E balançava... e balançava... E os movimentos iam ficando cada vez mais rápidos, até que Ela se deu conta e bruscamente parou. A respiração estava mais ofegante, então percebeu que tinha mais água do que observava, não era só a chuva, lágrimas e mais lágrimas escorriam de seu rosto. Como sem perceber Ela se lembrava de um passado, de um presente e pensava em um futuro que talvez nem fosse existir mais.
Hoje Ela não se orgulhava de seus 70 anos, se alguém a ouvisse dizer isso com certeza ia criticar e dizer que tudo vale como experiência, mas na verdade Ela não se orgulhava mesmo. Na sua cabeça sua vida foram páginas em branco. Ela até casou, não teve filhos, mas teve um cachorro, trabalhou como costureira durante um tempo, mas a maior parte foi dona de casa.
Mas no fundo ela sabia que queria ser mais, só que não conseguia, alguma coisa que Ela não sabia explicar não deixava, então aceitava aquela vidinha que levava e continuava se acomodando. Sonhava em ser professora, mas se achava incapaz. Antes de casar se apaixonou por uns moços que até gostavam dela, mas não se achava a altura de nenhum e então ficava no seu canto toda insegura e eles acabavam se apaixonando por outras. Seu marido não foi nenhum de seus amores, foi um moço arranjado por sua família, ela não gostava muito dele, mas achava que era o melhor que podia ter. E assim tudo passava, os dias passavam, os anos passavam. Além de não ter orgulho, também não era feliz, pois achava que felicidade era pra pessoas merecedoras e ela não tinha motivo nenhum pra ter esse tipo de privilégio.
Seu marido morreu, seu cachorro morreu, e sua história, segundo ela, também foi morta, porque Ela não fez nada que queria fazer, não disse nada que queria dizer, não teve nada que queria ter, mas ao contrário do que Ela pensava tinha momentos felizes sim, quando sentava naquela cadeira de balanço e balançava... e balançava... Assim não via o tempo passar... Não via a vida passar... E as gotas d’água iam caindo, a do céu, a dos olhos.
Hoje Ela não se orgulhava de seus 70 anos, se alguém a ouvisse dizer isso com certeza ia criticar e dizer que tudo vale como experiência, mas na verdade Ela não se orgulhava mesmo. Na sua cabeça sua vida foram páginas em branco. Ela até casou, não teve filhos, mas teve um cachorro, trabalhou como costureira durante um tempo, mas a maior parte foi dona de casa.
Mas no fundo ela sabia que queria ser mais, só que não conseguia, alguma coisa que Ela não sabia explicar não deixava, então aceitava aquela vidinha que levava e continuava se acomodando. Sonhava em ser professora, mas se achava incapaz. Antes de casar se apaixonou por uns moços que até gostavam dela, mas não se achava a altura de nenhum e então ficava no seu canto toda insegura e eles acabavam se apaixonando por outras. Seu marido não foi nenhum de seus amores, foi um moço arranjado por sua família, ela não gostava muito dele, mas achava que era o melhor que podia ter. E assim tudo passava, os dias passavam, os anos passavam. Além de não ter orgulho, também não era feliz, pois achava que felicidade era pra pessoas merecedoras e ela não tinha motivo nenhum pra ter esse tipo de privilégio.
Seu marido morreu, seu cachorro morreu, e sua história, segundo ela, também foi morta, porque Ela não fez nada que queria fazer, não disse nada que queria dizer, não teve nada que queria ter, mas ao contrário do que Ela pensava tinha momentos felizes sim, quando sentava naquela cadeira de balanço e balançava... e balançava... Assim não via o tempo passar... Não via a vida passar... E as gotas d’água iam caindo, a do céu, a dos olhos.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
O essencial é invisível aos olhos
Hoje eu terminei de reler “O Pequeno Príncipe”, na verdade achava que nunca tinha lido, mas cada página que eu virava ia me lembrando das viagens do principezinho.
Tive essa sensação por ter lido há muito tempo atrás, então naquela época acho que não significou muita coisa, talvez porque por ser criança ainda não entendia muito do que está nas entrelinhas. E pra minha surpresa, dessa vez foi muito mais impactante do que eu poderia imaginar, to ha horas pensando, pensando e pensando...
Um livro tão simples, mas tão complexo. Pra entender de verdade você tem que ter o olhar de um adulto, mas com a pureza de uma criança. Porque “Pessoas Grandes são muito esquisitas” elas não entendem conceitos tão simples como amar, cativar, valorizar as pequenas coisas, já a criança por ter um olhar mais desprendido vêem mais facilmente o que importa, enxergam além da superficialidade.
“Pessoas grandes se ocupam com coisas sérias”, mas realmente é com o que chamamos de sério que devemos nos ocupar? Definitivamente não. Buscar sem saber a real intenção. Reinar sobre nada, mas para provar que tem poder. Comprar apenas para mostrar que tem. Se preocupar só com a com a aparência sendo que o essencial é invisível aos olhos. É... realmente pessoas grandes são muito esquisitas.
Se ainda tivéssemos a alma de uma criança, iríamos perceber que cuidar dos outros assim como o principezinho cuida de sua rosa é uma a forma muito mais valiosa de aproveitar o tempo. Cativar as pessoas fará com que nos tornemos únicos e dessa forma teremos sempre nosso espaço no coração. Lutarmos por objetivos reais tornará nossos sonhos mais palpáveis, mais verdadeiros. E se olharmos mais para o céu veremos que temos milhares de estrelas todos os dias e o quanto elas tornam nossa noite mais bela, alegre, iluminada.
Pois é, divagações e divagações, e acho que ainda vou muito mais além, vou ficar um bom tempo tentando entender muita coisa... Porque demorei tanto pra descobrir o que parece simples? Acho porque virei gente grande, e não devia ter deixado isso acontecer.
”é preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.”
“Quando alguém quer um carneiro, é porque ele existe”
“Não soube compreender coisa alguma! Devia ter julgado pelos atos não pelas palavras.”
“é preciso exigir de cada um, o que cada um pode dar.”
“É bem mais difícil julgar a sim mesmo do que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, és um verdadeiro sábio.”
“Os homens cultivam 5 mil rosas num mesmo jardim...e não encontram o que procuram...E no entanto o que eles procuram poderia ser encontrado numa só rosa...Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração.”
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”
(O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint –Exuperi)
Tive essa sensação por ter lido há muito tempo atrás, então naquela época acho que não significou muita coisa, talvez porque por ser criança ainda não entendia muito do que está nas entrelinhas. E pra minha surpresa, dessa vez foi muito mais impactante do que eu poderia imaginar, to ha horas pensando, pensando e pensando...
Um livro tão simples, mas tão complexo. Pra entender de verdade você tem que ter o olhar de um adulto, mas com a pureza de uma criança. Porque “Pessoas Grandes são muito esquisitas” elas não entendem conceitos tão simples como amar, cativar, valorizar as pequenas coisas, já a criança por ter um olhar mais desprendido vêem mais facilmente o que importa, enxergam além da superficialidade.
“Pessoas grandes se ocupam com coisas sérias”, mas realmente é com o que chamamos de sério que devemos nos ocupar? Definitivamente não. Buscar sem saber a real intenção. Reinar sobre nada, mas para provar que tem poder. Comprar apenas para mostrar que tem. Se preocupar só com a com a aparência sendo que o essencial é invisível aos olhos. É... realmente pessoas grandes são muito esquisitas.
Se ainda tivéssemos a alma de uma criança, iríamos perceber que cuidar dos outros assim como o principezinho cuida de sua rosa é uma a forma muito mais valiosa de aproveitar o tempo. Cativar as pessoas fará com que nos tornemos únicos e dessa forma teremos sempre nosso espaço no coração. Lutarmos por objetivos reais tornará nossos sonhos mais palpáveis, mais verdadeiros. E se olharmos mais para o céu veremos que temos milhares de estrelas todos os dias e o quanto elas tornam nossa noite mais bela, alegre, iluminada.
Pois é, divagações e divagações, e acho que ainda vou muito mais além, vou ficar um bom tempo tentando entender muita coisa... Porque demorei tanto pra descobrir o que parece simples? Acho porque virei gente grande, e não devia ter deixado isso acontecer.
”é preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.”
“Quando alguém quer um carneiro, é porque ele existe”
“Não soube compreender coisa alguma! Devia ter julgado pelos atos não pelas palavras.”
“é preciso exigir de cada um, o que cada um pode dar.”
“É bem mais difícil julgar a sim mesmo do que julgar os outros. Se consegues julgar-te bem, és um verdadeiro sábio.”
“Os homens cultivam 5 mil rosas num mesmo jardim...e não encontram o que procuram...E no entanto o que eles procuram poderia ser encontrado numa só rosa...Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração.”
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”
(O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint –Exuperi)
sábado, 26 de dezembro de 2009
Respeito é bom e eu gosto
Respeito é bom e eu gosto. E quem não gosta???
O difícil é saber qual é o limite do respeito e a partir de onde se torna desrespeito. É uma linha muito tênue, muito frágil e que se quebra com qualquer deslize, qualquer distração.
Segundo o dicionário: 1 Ação ou efeito de respeitar ou respeitar-se. 2 Aspecto ou lado por onde se encara uma questão; consideração, modo de ver, motivo, razão.
Desrespeito, mais do que destratar ou ofender entra na questão da razão, do modo de ver, do ponto de vista.
Desrespeito no pensar, no agir e até no sentir.
Desrespeito é quando o seu modo de ser se torna o centro do seu mundo inferiorizando ou renegando qualquer outra atitude, forma ou jeito de lidar com as coisas que não seja igual ao seu, sem ter a sensibilidade de perceber o quão as pessoas são diferentes.
Com que direito as pessoas criticam suas reações, suas decisões, seus sentimentos baseados no modo delas de pensar? Com que direito julgam a personalidade alheia baseado em nada?
Porque quem julga geralmente não tem base, às vezes acha que tem, mas a superficialidade dos pensamentos e do envolvimento com o outro é tão grande que é mais fácil julgar do que ir mais a fundo, entender, compreender ou aceitar que cada um do jeito que é, e que isso não torna ninguém melhor ou pior.
Pessoas não são robôs, não são máquinas programadas pra serem iguais... Elas sentem, choram, pensam, tem momentos de solidão, alegria, irritação e isso também tem que ser respeitado. Querer impor uma situação que não é a da sua vontade também é um desrespeito a individualidade.
Cada um sabe o que pega, onde toca, o que fere.
Então que sejamos, cada um do seu jeito, com sua forma de pensar, de agir, de reagir e sempre com cuidado pra não violentar esse direito de ser de cada um.
“Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim...
Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver...”(Pitty)
O difícil é saber qual é o limite do respeito e a partir de onde se torna desrespeito. É uma linha muito tênue, muito frágil e que se quebra com qualquer deslize, qualquer distração.
Segundo o dicionário: 1 Ação ou efeito de respeitar ou respeitar-se. 2 Aspecto ou lado por onde se encara uma questão; consideração, modo de ver, motivo, razão.
Desrespeito, mais do que destratar ou ofender entra na questão da razão, do modo de ver, do ponto de vista.
Desrespeito no pensar, no agir e até no sentir.
Desrespeito é quando o seu modo de ser se torna o centro do seu mundo inferiorizando ou renegando qualquer outra atitude, forma ou jeito de lidar com as coisas que não seja igual ao seu, sem ter a sensibilidade de perceber o quão as pessoas são diferentes.
Com que direito as pessoas criticam suas reações, suas decisões, seus sentimentos baseados no modo delas de pensar? Com que direito julgam a personalidade alheia baseado em nada?
Porque quem julga geralmente não tem base, às vezes acha que tem, mas a superficialidade dos pensamentos e do envolvimento com o outro é tão grande que é mais fácil julgar do que ir mais a fundo, entender, compreender ou aceitar que cada um do jeito que é, e que isso não torna ninguém melhor ou pior.
Pessoas não são robôs, não são máquinas programadas pra serem iguais... Elas sentem, choram, pensam, tem momentos de solidão, alegria, irritação e isso também tem que ser respeitado. Querer impor uma situação que não é a da sua vontade também é um desrespeito a individualidade.
Cada um sabe o que pega, onde toca, o que fere.
Então que sejamos, cada um do seu jeito, com sua forma de pensar, de agir, de reagir e sempre com cuidado pra não violentar esse direito de ser de cada um.
“Você que nem me ouve até o fim
Injustamente julga por prazer
Cuidado quando for falar de mim...
Perceba que não tem como saber
São só os seus palpites na sua mão
Sou mais do que o seu olho pode ver...”(Pitty)
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Aprender a deixar ir
Perdas. Lidar com perdas é sempre muito difícil, porque naturalmente ninguém gosta de perder nada e nem ninguém, porque isso nos obriga a enfrentar emoções e sentimentos muito específicos, como posse, egoísmo, manipulação. Nos faz perceber o quão pequenos nós somos diante das coisas, e que na verdade não temos controle sobre absolutamente nada.
Em diversos momentos nos vemos querendo ter poder como se fosse Deus, mando aqui, resolvo ali, manipulo determinada situação. E quando se trata de lidar com o ser humano então essas vontades parece que se afloram ainda mais, queremos controlar o sentimento alheio, as decisões, a compania, a vida... Com que direito fazemos isso? Acho que é instintivo. Essa necessidade de controle sobre a vida vem de uma certa prepotência e egoísmo sim, mas nem sempre regido por forças negativas, muitas vezes é por puro amor. Não queremos perder porque amamos. Porque amamos queremos ter as pessoas ao nosso lado e às vezes ignoramos até o sofrimento alheio com a garantia que não iremos perder e manter a nossa tranquilidade cômoda. Mas esquecemos que é porque amamos que devemos deixar ir, que porque amamos que deveríamos entender que tudo tem seu tempo, que não temos domínio sobre nada e nem deveríamos ter e que cada um tem sua história e não cabe a nós interferirmos.
Na teoria isso tudo é muito bonito, mas e na prática? Quando a vida nos prega uma peça e desprevenidos nos tira algo que não é nosso, mas estava enraizado em nós como se fosse? Quando sem mais nem menos perdemos uma parte de nós? Não digo uma pessoa, pois cada um que passa em nossa vida se torna parte de nós, parte de nossa formação, parte de nossas influências, parte do que nos tornamos de verdade. Como deixar de lado todo esse sentimento egoísta quando uma grande parte de nós vai embora sem mais nem menos?
E agora só ficam as lembranças... Como não ter mais as macarronadas de domingo, o incomparável arroz doce, os beijos e apertões quando menos se espera, uma mão trêmula pra pegar o copo de leite bem quente, histórias e mais histórias sem fim de um passado, ou dos parentes da Bahia, ou do casamento com o vizinho apaixonado, até um jeitinho meio rabugento e reclamão, como não ter mais? Como não ter mais os barulhos intermináveis quando se está dormindo, a almofada jogada no meio da casa, o amor sem fim, a alegria de viver, a risada alta, os grampos espalhados em todo canto, a fragilidade demonstrada em cada gesto, em cada olhar, como não ter mais? Como deixar ir, sendo que uma parte de toda minha história está indo embora também?
É nessas horas que vemos o quanto somos egoístas e manipuladores, porque tudo o que eu queria era ter esse poder sobre as minhas mãos, de mudar as coisas, de voltar no tempo, de ser Deus nem que fosse por instantes. Sei que é fraco, mas é humano.
Não tem como evitar todas aquelas frases clichês: “Tudo tem seu porque”; “Cada um cumpre sua missão”; “Nada como o tempo”. E eu acredito nisso tudo, acredito mesmo. Mas a realidade é tão mais colorida vista de fora, é tão mais bonita falada e não sentida.
Ta aí um grande desafio, aprender a perder, aprender a deixar ir, aprender a se deixar ir... Porque a vida é assim, ela simplesmente vai...
“Tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim”
(“O anjo mais velho” – O Teatro Mágico)
Em diversos momentos nos vemos querendo ter poder como se fosse Deus, mando aqui, resolvo ali, manipulo determinada situação. E quando se trata de lidar com o ser humano então essas vontades parece que se afloram ainda mais, queremos controlar o sentimento alheio, as decisões, a compania, a vida... Com que direito fazemos isso? Acho que é instintivo. Essa necessidade de controle sobre a vida vem de uma certa prepotência e egoísmo sim, mas nem sempre regido por forças negativas, muitas vezes é por puro amor. Não queremos perder porque amamos. Porque amamos queremos ter as pessoas ao nosso lado e às vezes ignoramos até o sofrimento alheio com a garantia que não iremos perder e manter a nossa tranquilidade cômoda. Mas esquecemos que é porque amamos que devemos deixar ir, que porque amamos que deveríamos entender que tudo tem seu tempo, que não temos domínio sobre nada e nem deveríamos ter e que cada um tem sua história e não cabe a nós interferirmos.
Na teoria isso tudo é muito bonito, mas e na prática? Quando a vida nos prega uma peça e desprevenidos nos tira algo que não é nosso, mas estava enraizado em nós como se fosse? Quando sem mais nem menos perdemos uma parte de nós? Não digo uma pessoa, pois cada um que passa em nossa vida se torna parte de nós, parte de nossa formação, parte de nossas influências, parte do que nos tornamos de verdade. Como deixar de lado todo esse sentimento egoísta quando uma grande parte de nós vai embora sem mais nem menos?
E agora só ficam as lembranças... Como não ter mais as macarronadas de domingo, o incomparável arroz doce, os beijos e apertões quando menos se espera, uma mão trêmula pra pegar o copo de leite bem quente, histórias e mais histórias sem fim de um passado, ou dos parentes da Bahia, ou do casamento com o vizinho apaixonado, até um jeitinho meio rabugento e reclamão, como não ter mais? Como não ter mais os barulhos intermináveis quando se está dormindo, a almofada jogada no meio da casa, o amor sem fim, a alegria de viver, a risada alta, os grampos espalhados em todo canto, a fragilidade demonstrada em cada gesto, em cada olhar, como não ter mais? Como deixar ir, sendo que uma parte de toda minha história está indo embora também?
É nessas horas que vemos o quanto somos egoístas e manipuladores, porque tudo o que eu queria era ter esse poder sobre as minhas mãos, de mudar as coisas, de voltar no tempo, de ser Deus nem que fosse por instantes. Sei que é fraco, mas é humano.
Não tem como evitar todas aquelas frases clichês: “Tudo tem seu porque”; “Cada um cumpre sua missão”; “Nada como o tempo”. E eu acredito nisso tudo, acredito mesmo. Mas a realidade é tão mais colorida vista de fora, é tão mais bonita falada e não sentida.
Ta aí um grande desafio, aprender a perder, aprender a deixar ir, aprender a se deixar ir... Porque a vida é assim, ela simplesmente vai...
“Tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar
metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim”
(“O anjo mais velho” – O Teatro Mágico)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Qual foi a melhor coisa do seu dia?
Blogs são usados com diversas intenções. Alguns usam como ferramenta de trabalho, críticas, diversão. Criei esse blog mais como uma forma de diário. Relaxa que ninguém aqui vai ter que dividir comigo minhas dores, meus costumes, meus amores...rs.
É mais para compartilhar idéias, desabafar meus inconformismos, ou comentar sobre o que acho interessante, como: cinema, teatro, atitudes... Sempre que escrevo me sinto mais atuante, seja para mudar algo na sociedade, mesmo que pareça imperceptível, ou até mesmo para mudar algo dentro de mim. Enfim, assim como a mente é livre pra voar, não vou rotular meus pensamentos, minhas divagações...
Esses dias me surpreendi com uma pergunta que aparentemente parece simples, mas me causou um incomodo enorme quando eu não consegui responder imediatamente, tive que pensar... pensar... E ainda assim não respondi com convicção. Ai vai.
Qual foi a melhor coisa do seu dia?
É, parece fácil de responder, mas ai quando a gente se depara com ela vê que não é bem assim. Aposto que achariam um monte de respostas superficiais, mas sem se dar conta do que te fez bem de verdade. E isso mexeu comigo, porque reparei o quanto a vida passa despercebida.
As pessoas passam pela vida, elas não vivem de verdade. Cumprem suas obrigações, trabalham, estudam, até se divertem, e no dia seguinte começa tudo de novo. Mas realmente a gente sabe com que intuito fazemos tudo isso? O que acrescenta na nossa essência? Sei que sempre aprendemos com as experiências diárias, mas nem sempre isso é perceptível. Depois dessas questões vi que corro o dia inteiro, sei onde eu quero chegar, e até tenho a sensação de missão cumprida, mas em todo esse percurso não olhei o que estava fazendo, mas apenas que estava fazendo, e no fim do dia não consegui responder, sem parar pra pensar, qual foi a melhor coisa do meu dia.
Mas acho que vai ainda mais além, se não temos a sensibilidade de olhar pra nós mesmos de verdade, como olhar pro outro e entender as suas necessidades, ou supri-las. Não digo apenas na convivência com pessoas próximas, mas na sociedade em geral. É violência, incompreensão, egoísmo, desrespeito, e mais um monte de adjetivos que eu poderia citar, mas como perceber ou mudar certas coisas, sendo que o ser humano não tem controle nem da sua própria vida.
Fui longe né. Mas é que realmente acho que se aprendermos a olhar para o que sentimos de verdade e valorizarmos as pequenas coisas que passam diante de nossos olhos e são muito mais importantes do que grandes conquistas, naturalmente aprenderemos a olhar para o outro e aos poucos as coisas podem ser modificadas, tanto fora, quanto dentro de nós.
Mas e ai.
Qual foi a melhor coisa do seu dia?
"A gente fica meio... meio desencontrado do que a gente é... né?
... se abusá não da nem tempo de aprende as coisa"
(O Tudo é uma coisa só - O Teatro Mágico)
É mais para compartilhar idéias, desabafar meus inconformismos, ou comentar sobre o que acho interessante, como: cinema, teatro, atitudes... Sempre que escrevo me sinto mais atuante, seja para mudar algo na sociedade, mesmo que pareça imperceptível, ou até mesmo para mudar algo dentro de mim. Enfim, assim como a mente é livre pra voar, não vou rotular meus pensamentos, minhas divagações...
Esses dias me surpreendi com uma pergunta que aparentemente parece simples, mas me causou um incomodo enorme quando eu não consegui responder imediatamente, tive que pensar... pensar... E ainda assim não respondi com convicção. Ai vai.
Qual foi a melhor coisa do seu dia?
É, parece fácil de responder, mas ai quando a gente se depara com ela vê que não é bem assim. Aposto que achariam um monte de respostas superficiais, mas sem se dar conta do que te fez bem de verdade. E isso mexeu comigo, porque reparei o quanto a vida passa despercebida.
As pessoas passam pela vida, elas não vivem de verdade. Cumprem suas obrigações, trabalham, estudam, até se divertem, e no dia seguinte começa tudo de novo. Mas realmente a gente sabe com que intuito fazemos tudo isso? O que acrescenta na nossa essência? Sei que sempre aprendemos com as experiências diárias, mas nem sempre isso é perceptível. Depois dessas questões vi que corro o dia inteiro, sei onde eu quero chegar, e até tenho a sensação de missão cumprida, mas em todo esse percurso não olhei o que estava fazendo, mas apenas que estava fazendo, e no fim do dia não consegui responder, sem parar pra pensar, qual foi a melhor coisa do meu dia.
Mas acho que vai ainda mais além, se não temos a sensibilidade de olhar pra nós mesmos de verdade, como olhar pro outro e entender as suas necessidades, ou supri-las. Não digo apenas na convivência com pessoas próximas, mas na sociedade em geral. É violência, incompreensão, egoísmo, desrespeito, e mais um monte de adjetivos que eu poderia citar, mas como perceber ou mudar certas coisas, sendo que o ser humano não tem controle nem da sua própria vida.
Fui longe né. Mas é que realmente acho que se aprendermos a olhar para o que sentimos de verdade e valorizarmos as pequenas coisas que passam diante de nossos olhos e são muito mais importantes do que grandes conquistas, naturalmente aprenderemos a olhar para o outro e aos poucos as coisas podem ser modificadas, tanto fora, quanto dentro de nós.
Mas e ai.
Qual foi a melhor coisa do seu dia?
"A gente fica meio... meio desencontrado do que a gente é... né?
... se abusá não da nem tempo de aprende as coisa"
(O Tudo é uma coisa só - O Teatro Mágico)
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