quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A SUICIDA


Ela acorda as 7 da manhã de uma primavera fria. Sente um calafrio por dentro, mas não é o vento que entra pela fresta de sua janela, é mais uma vez aquela sensação de abandono, típica dos amores não correspondidos. Procura um cigarro mas ai se lembra, ela não fuma, mas ainda assim queria um cigarro, fica bonito nos filmes a mocinha chorando e um cigarro na mão, e talvez possa dar algum alívio ou nem que seja pra passar minutos tossindo com a fumaça. 
Mas ela desiste da idéia, até porque não tem cigarro mesmo, e como já disse, ela não fuma. Beber as 7 da manhã também não parece uma boa, ao menos que ela fosse alcoólatra, ou alguma desequilibrada, mas ela não é. Não é?
Mas ai me pergunto, porque então ela não procura algo mais forte, mais potente. Mas ela não é muito corajosa, e o mais longe que ela consegue pensar é em ir até o mercadinho de esquina e comprar uns chocolates, nessas horas faz bem.
Bom, ela não vai ficar bêbada, mas vai ficar gorda. Ah que horror, apaixonada, abandonada, e gorda. Desiste dos doces.
Que merda de vida é essa? ela se pergunta. Não faz mais sentido continuar com isso. Ela então liga o computador e pesquisa"técnicas de suicídio". Vamos lá:
-  Cortar os pulsos: não, essa ja é muito batida, isso quem faz é adolescente em crise que quer chamar atenção, e afinal de contas ela ja não é uma adolescente.
- Tomar remédios: hum, melhor não, vai que  é alérgica a algum medicamento.
- Se jogar de um prédio alto: também está fora de cogitação, ela morre de medo de altura.
Ah, mas antes de decidir como iria morrer, resolveu se arrumar, até porque com aquela cara abatida não iria ficar bonita no caixão, ia estar morta, mas feia jamais.
Então vai até o espelho de sua cômoda, pega suas maquiagens e começa a transformação. Passa uma base pra esconder as olheiras e as marquinhas de expressão. Um blush pra ficar corada, ela sabe que morto costuma ser pálido. Rímel, lápis de olho. Hum, pensando bem lápis é melhor não, vai que ela chora enquanto morre e o lápis pode borrar. Mas o batom é claro que não poderia faltar. Vermelho parece vulgar pra ocasião, mas nude é o ideal, ta na moda e combina com seu tom de pele.
Arrumou os cabelos, colocou algumas bijouterias e um vestido claro que ela comprou em suas viagens para a Europa, porque achava que certamente iria para o céu, e ela nunca viu anjo de roupa escura.
Se viu no espelho e concluiu, agora sim, tudo pronto. Ela olhou, olhou... E pensou: bom agora que eu to assim, toda arrumada, não convém morrer, então vou sair dar uma volta, pra aproveitar um pouco da produção.  Então ela adiou por algumas horas o plano de se matar.
Decidiu ir aos lugares que ela mais gosta, foi até o centro da cidade, observou as pessoas, percebeu algumas olhadas ao redor. Opa, então a produção fez sucesso, estavam reparando nela, ouviu alguns assovios, uns caras a chamavam de gostosa, até que fez bem pra alto estima. Resolveu assistir um filme, é o que ela mais gosta de fazer quando precisa se distrair.
Comprou ingresso para a próxima sessão e lá ficou esperando o filme começar. Estava tocando aquelas musiquinhas de fundo, que saco, isso é um tédio. 
E o filme começou. Resumindo, era a história de uma mocinha que foi morar no estrangeiro em busca de algumas oportunidades na vida, e depois de ser abandonada pelo namorado, ficou depressiva e morreu . Quando o filme acabou ela chorava de soluçar, e pensou: ainda bem que não passei o lápis no olho. Ela não entendia o porque na sinopse estava escrito comédia romântica se esse era um completo drama.  Lembrou na mocinha do filme, morrer de tristeza coitada, ela esperava um fim mais glamouroso. 
Então ela continuou caminhando, quando voltou pra casa já estava tarde, e ela tava cansada de tanto andar, dormiu.
E o suicídio?

Melhor deixar pra amanhã.

Por Monica Oliveira

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

De mãos dadas


Ele veio rápido. ligeiro, voraz, veloz.
Chegou sem muito perguntar, sem tempo de avisar, nem mesmo questionar.
Se eu tinha medo, se foi.
Meus receios viraram anseios
Dissemos ser Deus, o destino, orações, corações.
Tão novo e já tão certo, tão junto e tão perto.
É preto no branco, que se fundem, confundem, misturam, completam.
Tomou conta do corpo, da mente e da alma.
Acelerou, mas trouxe calma.
Tirou do prumo, mas trouxe um rumo
Se entregou pra mim, e eu disse sim.
Olhou nos olhos, me deu seus beijos, segredos, seus planos, seus braços e seus abraços.
Segurou minha mão e entregamos o coração...

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Senta, que lá vai a história ou O amor nos dias de hoje


Porque vai tão cedo? Porque sempre fica tão pouco? Senta, toma um café, ou prefere um vinho? Bate mais dois minutos de prosa. A conversa tava tão boa, o disco ta na vitrola... Tenho tanto pra contar, dizer, mostrar. 
Senta, fica mais um pouco, espera pelo menos o bolo sair do forno, me fala da sua vida, me deixa saber da sua história... Fica mais um pouco.
Eu quero dançar no escuro, sussuro... Eu quero entender mais de tudo, eu quero saber mais de você, contar mais de mim, saber da vida, do amor....
Senta, fica mais um pouco???

terça-feira, 16 de junho de 2015

DESILUSÃO

Escutei uma citação essa semana de Henri Nouwen, um teólogo e escritor holandês, que me fez refletir. Era sobre desilusão, e o quanto se desiludir é positivo.  Desilusão significa deixar de estar iludido, e que é o ideal se não queremos viver enganados.
A ilusão é o que não existe, é uma criação de nossas expectativas e vontades e nada tem a ver com a realidade, a ilusão é engano dos sentidos, utopia, anseio, é farsa, é enxergar o mundo, o outro, apenas como você gostaria que eles fossem, e depois dessa expectativa gerada através da ilusão, quando você em algum momento se "desilude" você sofre. Mas o que gerou o sofrimento foi a ilusão e não a desilusão.
Muitas vezes são nossas percepções de falsas realidades que nos causam maiores sofrimentos.
Nós idealizamos o emprego dos sonhos, o príncipe encantado, a família ideal, e diante de tantas idealizações não nos damos conta que nem nós correspondemos as nossas próprias expectativas.
Nos últimos tempos, meses, ou anos,  o que mais venho sofrendo são desilusões, muitas e em todas as áreas da minha vida, e sinto uma enorme gratidão por isso, pois talvez agora eu esteja conseguindo fazer o que deve ser feito, e ser a pessoa que devo ser.
Aquela carreira dos sonhos já não parece tão incrível assim, mas depois de ver a realidade arregacei a manga e fui atrás de um outro possível plano. Príncipes, já sabia que não existiam, mas as desilusões me fizeram ter mais cautela, e porquê não dizer tolerância com o outro, e esperar apenas o que for dado de coração.
Mas a maior desilusão foi comigo mesma, vi coisas que não gostei, enfrentei medos, fraquezas, e tive que me aceitar, respeitar, e conhecer.
Vivi muitas ilusões, e talvez ainda alimente muitas delas, mas se hoje posso fazer um pedido é que vivamos sempre desiludidos.



quinta-feira, 16 de abril de 2015

O passado que não passou

O Futuro que não chegou


Aqui estou


Só 

E como faz se o outrora já não traz? 

Se o projeto é um projétil?

Se o mar seca, o sol dorme, a flor morre...

Como faz se o controle descontrola? 

Se onde vai se esvai, se a fé falha, a mente mente, 

a dor balança, a gente dança, a vida cansa...


domingo, 21 de dezembro de 2014

CARTA DE 2014 PRA MIM


É garota, eu fui bastante agitado. Te desafiei não foi mesmo? Te fiz questionar absolutamente tudo na sua vida. Escolhas então, você teve que repensar todas elas.
Coloquei em cheque tudo que você batalhou até hoje, te dei porradas, mas olha aí, você não perdeu por W.O.
Pra quem é tão ansiosa a espera chegou a ser torturante.
Pra quem era tão decidida profissionalmente te fiz querer desistir por muitos e muitos momentos, quantas lágrimas... Te despertei tantos sentimentos ruins que você nem sabia que tinha. Mas acredita, que foi pra te fazer mais forte, e fez. Olha a segurança que você tem hoje, mesmo cheia de dúvidas, você está segura de que qualquer decisão será sempre a melhor opção.
E os amores, ah os romances, parece que não foram feitos pra você, pelo menos não da forma como você achava que seria. Mas eu só queria que você soubesse  que o amor que importa é o seu, o próprio, aquele que ninguém é capaz de abalar. E quem vier é pra complementar e jamais pra completar. Pois ele já existe e é só seu.
Até sua mãe eu quase te tirei, sei que você ainda questiona. Eu tinha mesmo que passar por isso? Tinha que ver ela quase indo embora na minha frente? Tinha, e sabe porque, o valor que você da pra sua família potencializou. Sim, eu sei que você vai dizer que você sempre os valorizou e muito, até porque não foi a primeira provação juntos. Mas serviu pra reafirmar o quanto eles são necessários pro seu bem estar, sua segurança e sua felicidade.
Mas no meio de tanta confusão você nunca esteve sozinha. Tantos amigos queridos, aliás que sorte você tem de ter tantas pessoas de verdade na sua vida. Não é todo mundo que tem esse merecimento.
Sei que eu fui um dos anos mais difíceis. Achei até um pouco engraçado quando você pensou em remédios, terapiais, Ioga, meditação, ou qualquer outra alternativa pra ver se dava uma aliviada. Mas não precisou de nada disso, você respirou fundo, secou algumas lágrimas, levantou a cabeça e seguiu, com um sorriso no rosto, porque, afinal ,você fica muito mais bonita sorrindo.
Botei sua fé em prova, sua fé em Deus, sua fé em você mesma. Mas hoje você crê ainda mais.
E agora, um outro ano está chegando. Não sei se ele será mais generoso com você, mas certamente te ajudará a evoluir, sempre, pois é esse nosso objetivo em sua vida.
Minha missão acabou, agora estou indo embora, pois afinal, não fui eu que te venci, foi você que venceu.
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

TINHA


Tinha cheiro de flor, sintomas de amor, encanto, acalanto...
Tinha canção, tesão, paixão...
Mera ilusão.
Eu achava que tinha, não tinha.
Utopia.
Eu tinha sozinha.
Tinha?

Tinha passado, que não passou.
Tinha amor, que não amou.
Tinha palavras, que não falou.
Tinha que ir, e o que ficou?
Abraços que não foram dados.
Beijos a serem beijados.
Carinhos que foram negados.

Se não tinha querer, então porque?
E se tinha que ser, se foi...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Uma longa viagem





Ta rolando um festival de cinema brasileiro aqui em Londres (que acaba hoje).
Eu como cineasta e mais que isso, cinéfila, tive que ir conferir algumas das sessões. Por lá passaram filmes de todos os gostos e de várias categorias: curtas, documentários, comédia pastelão, drama alternativo, etc.  Mas vou confessar que o que mais me tocou foi o filme "Uma longa viagem" de Lucia Murat.
Esse documentário mereceu toda minha atenção, horas de reflexão e agora esse post. Eu realmente fiquei impressionada com tamanha qualidade e delicadeza ao tratar de assuntos tão fortes e nostálgicos.

O filme conta a história de 3 irmãos, a própria Lucia e seus outros 2 irmãos, que vivem em meio a repressão nos anos 60 / 70.  O ponto de partida é a morte recente de um deles, Miguel, que desperta em Lucia o questionamento, o que fazemos diante da morte, além de chorar? e através disso ela vai em busca de suas memórias e dessa época de tanta confusão na vida dos 3, mas que não apenas por laços consanguíneos, mas por uma afinidade e união estava tão conectados e próximos, mesmo na distância. 
Além da morte de Miguel e de seu papel de equilíbrio entre eles, ela conta suas experiências como presa politica, em que achava que não sairia de la viva. Mas acho que o que mais chama atenção é Heitor, o irmão mais novo, que diante de todas aquelas confusões políticas da época foi mandado pra Londres pra nao correr o risco de ser preso como a irmã. E lá ele se envolve com todo tipo de droga e passa sua vida assim, experimentando as mais diversas sensações entre viagens pelo mundo e viagens pelas drogas. Até que anos depois ao voltar para o Brasil tem que passar por internações e tratamentos.
Heitor em seus depoimentos ainda aparenta uma mente meio transtornada, um olhar distante, talvez por ter vivido tão intensamente e cambaleando entre a sanidade e a loucura, mas também é de um senso de humor e sensibilidade que  se tornam muito mais marcantes. O filme todo e baseado em suas cartas para a familia no período que estava longe, que nos arrancam muitas lágrimas, mas também muitas gargalhadas, Enfim, Lucia, Heitor e Caio Blat (que interpreta brilhantemente Heitor em sua juventude), contam suas histórias, revivem um período difícil, e remexem em um passado, que na verdade não passou, suas marcas são visíveis até hoje, e vão ser pra sempre.
 Construção inteligente que foge da linearidade, fotografia belíssima, roteiro de uma delicadeza tocante.
E no final, a platéia emocionada aplaudiu, como não podia deixar de ser.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012




Tomei a liberdade de roubar esse texto do Shakespeare para o meu blog. Acho que não mudaria uma palavra nesse momento. Vale a pena ler!!



O Menestrel

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.

Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.

E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…

E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…

Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.

Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.

Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…

Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…

Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.

Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.
William Shakespeare

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Aniversário de 1 ano!!!


E hj faz um ano que peguei o avião rumo a Londres (e pra quem apostava que eu naum ficaria nem um mês caiu do cavalo, hehehe) e posso dizer que vivi mais nesse tempo do que em anos da minha vida. Digo isso porque a intensidade que as coisas aconteceram comigo fez eu aprender, crescer, amadurecer muito mais que em longos anos.
Londres é uma cidade multicultural, pessoas de várias partes do mundo, culturas diversas, lugares lindos. Mas eu encaro essa viagem muito mais do que um intercâmbio cultural, foi praticamente meu ano sabático, um tempo de total autoconhecimento. E pra isso foi preciso ter coragem, de deixar pra trás uma vida e mergulhar no escuro em outra.
Me vi muitas vezes sozinha (e pra quem me conhece sabe que eu detesto a solidão) gosto de ter pessoas por perto, pra compartilhar, rir, ou mesmo só jogar conversa fora.  Não foi a saudades que doeu tanto, mas sim a solidão. E com isso vieram muitas duvidas, angústias, lagrimas compativeis com a extensão do Rio Thames. Mas também fiz amigos, conheci pessoas maravilhosas, lugares lindissimos, e fui muito feliz.
Essa mistura de sensações me fez uma pessoa mais segura, mais forte e com uma sensação incrível de liberdade.
Foi aqui que vi as flores mais lindas, os parques mais verdes, os corações mais generosos.
Há mais de um ano atrás quando decidi viajar tinha alguns objetivos muito claros, e todos eles um por um foram cumpridos, até mais do que esperava. Mas ao longo do tempo também vieram outros sonhos, outras vontades, e ai que ta o barato da vida, aprender a se adaptar. Também aprendi que posso ser feliz em qualquer parte do mundo, porque eu estou onde meu coração está, seja ele motivado por um sonho, uma pessoa, um lugar, um trabalho, um desejo...
Daqui há poucos meses tenho que voltar, mas vou querendo ficar... ja começa a bater aquela nostalgia, tudo aqui vai me fazer muita falta... E a Primark então, como vou sobreviver sem ela, hehehe
Mas a vida segue seu rumo, seja aqui, no Brasil ou em qualquer parte do mundo. O importante é ter coragem pra arriscar, pra viver novas experiências, mesmo que elas machuquem um pouco (pq nem tudo foram flores) Mas que no final sempre tenha a sensação de que eu escolhi o caminho certo eque sei que posso fazer ele valer a pena, porque só depende de mim.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Desabafo de um viajante


(foto Fefe SO)

Eu quis fugir por não saber lutar. No fim lutar era o meu fim.
Virei as costas, mudei meu rumo... 

Eu quis lutar por nao saber fugir.
Encarei de frente, segui minha mente...

Me perdi, e nunca mais achei, tentei, tentei, tentei, e cansei.
Cabeça cansada, idéias mudadas, sonhos, nem sei...O que me tornei?
Já não tento, não quero, nem mesmo espero...

Lágrimas caem, respiro fundo, vivo no mundo...continuo andando, nem sei pra onde, nem sei porque, nem sei pra que...

E fim.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Impressões internas

Sei que essa frase é clichê, mas é impressionante como é real. “O tempo se encarrega de colocar tudo no lugar”.
Ele pode não cicatrizar todas as feridas, nem apagar lembranças, ou momentos, mas sim, ele faz com que tudo comece a fazer sentido, a se encaixar, os pensamentos começam a se reorganizar, os sentimentos se transformam, os desejos, objetivos, valores, enfim, tudo muda, às vezes pode ser um processo doloroso, mas é produtivo.
Nem to tanto tempo assim morando longe de casa e sozinha, mas é o suficiente pra sentir algumas bruscas mudanças. Quem sabe porque agora tenho um tempo maior pra pensar na minha vida, tomar decisões, fazer escolhas que só dependem de mim, pensar no passado, presente, futuro... O foco muda, os sonhos mudam, os conceitos mudam...
Algumas idéias caem por terra, outras novas vão surgindo, percebo que sentimentos não são eternos, reconheço o que realmente é verdadeiro e o que tem valor na minha vida. Aprendo a lidar com a solidão, com relações superficiais, um dia alguns amigos chegam, noutro dias eles se vão. As relações são tão intensas como são proporcionalmente passageiras.
Descobri em pouco tempo o quanto sou forte pra algumas coisas que pensava não suportar e como não sei lidar com o que antes nunca me incomodou.
Acho que quando a vida muda assim, radicalmente, ficamos “à flor da pele” então todas as emoções, experiências, percepções do mundo e de sentimentos são notados com uma clareza muito maior.
Hummm muita filosofia hoje né, hahaha, mas é pra compensar o tempo que não posto aqui, rs.
E claro que tudo isso que sinto agora são algumas poucas impressões, porque logo mais tudo vai mudar. E acho que é esse o barato da vida, se transformar sempre, acrescentar experiências, sentir tudo que tiver que sentir. E se for preciso eu começo do zero, de novo, e de novo, e de novo...



"Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores

Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho

Estou podando meu jardim
Estou cuidando bem de mim"

(Vander Lee)

domingo, 23 de outubro de 2011

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!


Quando se é criança geralmente se cria um monte de super heróis e inevitavelmente os primeiros são seus pais, a imagem que se tem é que eles nunca vão falhar, vão te proteger de todo o mal e que sempre vão resolver todos os problemas do mundo. Só que um dia você cresce e descobre que não existem super heróis, mas sim pessoas de carne e osso, que têm falhas, defeitos e não são perfeitos.
Mas a graça maior tá ai, porque você passa a admirá-los não por fantasias, mas por características realmente verdadeiras, por conhecê-los a fundo e descobrir que sim, pra você ainda eles são heróis, mas não por ilusão, é uma questão, de valores, caráter, pela forma que lidam com os problemas e com a vida e que eles ainda continuam a te proteger de todo mal, ou pelo menos tentam.
Hoje é aniversário do homem que mais admiro no mundo, meu pai, e admiro porque dia-a-dia ele me da motivos pra isso. Me passa valores como educação, integridade, honestidade e que nunca, nunca se pode desistir de nada, é alguém que sempre esta presente em minha vida, fazendo o possível e o impossível pra me ver feliz, comemora junto minhas conquistas, me incentiva nas minhas escolhas, me da bronca quando erro, e está ao meu lado pra tudo.
E agora estou aqui em Londres (e claro que também com a ajuda dele, rs) mas tudo que eu queria era estar ai e dar um abraço bem grande, comer bolo, beber uma breja e a melhor caipirinha do mundo que só meu pai sabe fazer.

Pai, sei que datas especiais não significam muito pra você, mas essa foi a forma que eu achei pra estar mais pertinho hoje. Mais que um pai, hoje um amigo e pra sempre meu herói (mesmo crescendo, rs).

PARABÉNS, APROVEITA MUITO SEU DIA.
AMO MUITO VC.

domingo, 16 de outubro de 2011

Haja sola de sapato!!!

Faz tempo que não escrevo né, mas eu realmente não tive tempo. A vida aqui tá muito difícil, são muitos passeios, pubs, compras, restaurantes, drinks na beira do Rio Tamisa, que vidinha sacrificante que eu to levando viu...hahahahaha
Mas sério agora, fora toda essa parte chatíssima que acabei de dizer, realmente estava numa correria louca atrás de casa, pois é, por pouco não tenho onde morar. Precisava mudar sexta-feira da onde eu estava, e quem foi que disse que achava outra. Ta tudo, mas tudo lotado, tem gente que tem umas 70 casas e não tinham vaga, passamos (eu e a Camila minha colega de quarto) dias ligando e andando de um lado pra outro, ai quando o quarto era legal, a casa era abarrotada de gente, quando tinham poucas pessoas o quarto era horrível, ou o lugar era longe, ou a região ruim, ou muito caro, e por ai vai...mas enfim, depois de um longo processo achamos um quarto legal até, dá pra morar um tempinho, a gente tá até pensando em comprar uns enfeitinhos, colocar umas fotos (hummm que fofo hahaha) pra ficar mais pessoal. Fora a mudança, arruma mala, desarruma mala, carrega coisas, não gostei dessa brincadeira de mudar, e provavelmente não vai ser a última.
Agora vai começar a busca atrás de emprego, que dizem ser tão difícil quanto casa (principalmente quando o inglês não é lá essas coisas) haja perna e sola de sapato viu...hahaha
Mas enfim, ninguém disse que seria fácil, mas sim que valeria a pena!!!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nem tudo são flores...



E como tudo na vida, por melhor que seja tem seu lado ruim, ai vão algumas considerações daqui, porque claro, nem tudo são flores na terra da rainha.
A comida é ruim, não tem sal, mas em compensação tem muitaa pimenta, tem muita gente mal educada, as ruas são sujas, (de bituca de cigarro, papel, etc.) e essa história que é um lugar seguro já coloquei em questionamento, na primeira semana que estou aqui assaltaram os meninos que moram comigo na porta da minha casa (pelo menos a polícia chegou em 2 minutos).
E é muito estranho estar em um país diferente, com uma língua diferente e conseguir apenas se comunicar (não falar)... mas sei que é tudo questão de tempo...Ahhhh fora a vida de dona de casa, lavar, limpar, cozinhar...hahahaha
E os micos que se paga por não estar habituada com a língua e os costumes, vou contar um só pra se divertirem um pouquinho:
Fomos a um restaurante Italiano (eu e a Camila, minha colega de quarto) e como toda boa turista tive a brilhante idéia de experimentar um prato diferente (se vc ta num lugar diferente e quer comer uma comida diferente o que vai fazer, saber pelo menos os ingredientes não?) pois é, eu nem prestei atenção em nada, pedi um prato que não sei porque achei que ia ser o máximo, quando chegou era macarrão com pato e um molho agridoce (odeiooooooooooo agridoce) a Camila, muito gentil, se ofereceu pra trocar as comidas, ok, mas detalhe, o dela era com carneiro (e quem disse que consigo comer essas coisas, detesto pato, carneiro, etc...)
Conclusão, depois de 8 horas sem comer (pois é, aqui a comida ta restrita, rs) morrendoo de fome, olhava pra dois pratos de macarrão e queria vomitar.
Pedi pizza, ridículo, rs, mas ai naum tinha erro. Dali há alguns minutos vem a gerente e pergunta, vc realmente quer pizza? (ela naum entendia como depois daqueles pratos eu ainda queria uma pizza, que por sinal a porção individual é gigante) e ainda pedi pra embrulhar o macarrão pra viagem pra Camila almoçar, pq ela gostava daquelas esquisitices todas. Quando olho pro lado tinham 2 caras rachando o bico, da nossa cara é claro. Ahhh detalhe que depois fui olhar no cardápio, e meu prato estava escrito que vinha pato com moho agridoce...agora nem me perguntem pq naum percebi isso antes, duck e sweet aprendi quando era criança, rs. Mas enfim...a pizza tava ótima. :)

domingo, 18 de setembro de 2011

Um pedacinho de Londres





E não é que eu to em Londres, rs...inacreditável, acho que ainda naum entendi direito td isso, pq eh td tão novo e tão fora da minha realidade, só sei dizer que essa cidade é linda, parece de filme, os lugares, as casas, as pessoas...Talvez seja pq eh td novidade, ai anda to meio deslumbrada, mas sério, não dizem que existe amor a primeira vista, nunca acreditei muito nisso, mas se existe posso dizer que me apaixonei por esse lugar...Bom, vou falar minhas primeiras considerações:

- É td lindo, lindo, lindo (já tinha dito isso neh, rs)
- Nunca vi tanta linha de metrô junta e misturada, mas com um mapinha na mão da pra se virar, consegui até voltar pra casa
- Comida no supermercado é super barata, roupas, sapatos e bolsas tb (puts, vou me acabar hahaha)
- Ingleses são atenciosos, um moço que eu pedi informação me ensinou o caminho mostrando pelo GPS
- Tem muitas, mas muitas pessoas diferentes, mais do do que SP, e eu achava q isso era impossível
- Londres é dominado por chineses e indianos
- Os PUBS fecham 11 da noite e as baladas 1 da manhã (esse horário era o que eu saia e naum o que eu chegava) rsss
- Tem uma loja gigantesca do MMs na Picadilly Circus
- Descobri que consigo entender o que as pessoas falam, só naum consigo falar...ainda...mas deu ateh pra me virar pro primeiro dia
- Tem muitaaaa gente bonita por aqui, e os ingleses são super charmosos
- O MC donalds é a maior zona que eu ja vi na minha vida, a mesa é comunitária, a galera come de pé, em cima de balcão, do lixo, zuadoooo, mas a batata é igual...hahaha
- O edredon é muito fofinho e quente
- E eu vou dormir pq ai são 22:30 mas aqui já são 02:30 e eu to com sono...rs

Aguardem que logo tem mais :)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Contagem regressiva

É...contagem regressiva, faltam 3 dias pra eu embarcar pra Londres, e acho que só agora que a ficha ta começando a cair, e acreditem em mim que naum ta nada fácil...Acho que é normal, o novo sempre assusta, mudanças por mais que sejam necessárias geram dúvida, angústia, é o medo do inesperado.
Mas esses dias se resumem em correria, correria e correria. Muita coisa pra fazer e pouquíssimo tempo.
Mas é claro que não são só coisas ruins, to super empolgada pra conhecer lugares novos, pessoas novas.
Bom, acho que a partir de agora vou ter muito o que contar, histórias, experiências e claro, muitas fotos. Além do blog, agora tenho um flickr www.flick.com/monicaolyver, então entrem sempre lá que vou tentar mostrar um pouquinho da Europa pra vcs.
E pra começar vou postar algumas fotos das minhas despedidas, claro, pq já to me despedindo faz um tempo, não sei se é pq as pessoas querem realmente me dar xau pra ter a garantia que eu vou viajar mesmo ou pq realmente vão sentir minha falta, rs. Mas de qualquer forma é muito ver como estou cercada de pessoas especiais e que estão do meu lado pra absolutamente tudo, e é exatamente isso que torna tão difícil ir pra longe e deixar todos por aqui. A saudades vai ser enorme. Mas bora lá agregar mais uns amigos gringos pra minha lista, rsss.

"...Se vou pra frente, coisas ficam pra trás, a gente só não sabe que coisas são essas..." (O Teatro Mágico)




sábado, 6 de agosto de 2011

A cada escolha, uma renúncia




Hoje foi meu último dia de trabalho. Acabou, eeeeeee férias :) kkkkkk.

Acho que deveria ser essa uma reação normal já que estava insatisfeita com muita coisa la e sai por um motivo mais do que fantástico, vou pra Londres. Mas não, não foi essa minha reação, eu com toda essa tendência pra potencializar as coisas (segundo minha própria psicóloga, rs) e com esse meu lado emocional extremamente aflorado sai de lá aos prantos, e to chorando rios escrevendo esse post. Aí vcs se perguntam o porque de tanto drama, então, lembram que eu disse o quanto é difícil pra eu encerrar ciclos pois é...
Estava na Belas Artes há 7 anos se juntar o tempo que estudei e trabalhei,foi onde me formei e onde aprendi muito profissionalmente, mas o que mais tá difícil de me desligar não são essas lembranças, mas as pessoas...
Não fiz colegas de trabalho, fiz amigos, amigos de verdade, daqueles que riem junto, sofrem junto, falam besteira, que brigam quando necessário, torcem por vc, e que estão sempre prontos pra qualquer coisa.
Tinha gente lá que que eu convivi durante os 7 anos diariamente, que me conhecem de olho fechado e outros que ao longo do tempo foram surgindo mas transformaram a minha vida completamente, porque o que importa não é o tempo que se conhece ou se convive, mas a intensidade dessas relações.
Eram eles que durante muito tempo aguentavam minha polipolaridade (ja passei da bipolaridade faz tempo, rs) meu mau humor, minhas crises de riso e de choro, as besteiras que eu falava, as indagações, TPM, os períodos difíceis, as alegrias...
E tudo vai fazer muita falta, as conversas intermináveis, os filmes de louco, as questões sobre o universo, os segredos compartilhados, as tardes com guloseimas, o pastel de sexta feira, os docinhos da andaluza, a tiração de sarro, os vídeos bizarros...e por ai vai...
Sei que são amigos que vão ficar, é um carinho sem fim. Afinal, amizade não é distância, é coração. Mesmo longe estarei sempre por perto, podem ter certeza.
É o ciclo natural da vida, mudanças, transformações, fases que se encerram, renovações...

Eu só queria dizer de coração. Obrigada por terem feito meus dias mais coloridos.
:)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Inquietação

É engraçado o quanto podemos ser tomados por emoções que nem sabíamos que tínhamos e não temos controle nenhum. Pois é, eu disse que ia compartilhar tudo com vocês e isso inclui até meus surtos, rs.
Sempre fui completamente intensa, sempre vivi tudo pra valer, se me apaixonava me apaixonava mesmo, se sofria, sofria pra valer, se estava feliz era uma felicidade absurda, se sentia saudade era uma saudade que não cabia dentro de mim, e agora prestes a ir embora, imaginem como eu não virei um turbilhão de emoções. Toda essa intensidade está extremamente potencializada e todas as emoções estão juntas e misturadas e pior, descontroladas. Se agora eu to rindo daqui a minutos vou estar chorando. Se penso em tomar decisões que considero necessárias dali a pouco desisto e penso, vou embora mesmo, tudo naturalmente vai se acertar. Difícil né. Parece um pouco de exagero, mas eu sou assim, um pouco exagerada mesmo. kkkkk
Esse post saiu assim, no meio de uma inquietação absurda. To cheia de trabalhos pra fazer, coisas pra resolver e naum consigo me concentrar nem por um segundo, minha cabeça ta a milhão,já tentei de tudo e desisti, então resolvi escrever... E acho que por enquanto vai ser assim, ansiedade, inquietude, angústias, dúvidas, risos, choros, e por ai vai...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Changes are coming

Lembra que eu disse que logo mais teria um monte de novidades, pois é e as novidades não são poucas não, e as mudanças muito menos.
Em setembro estou indo morar em Londres, vocês querem saber o que vou fazer lá, eu não tenho a mínima idéia. Na verdade tenho sim,
vou conhecer um lugar chamado Notting Hill, ler Shakespeare na terra do Shakespeare, acabar com o casamento do príncipe William e ser a nova princesa, morrer de tanto frio, me apaixonar na França (super inspirador), e me desapaixonar rapidinho, porque ainda tem os Irlandeses, Italianos... Ir pra Amsterdã comer bolo de haxixe, passear em castelos, andar de carruagens, atravessar a rua que os Beatles atravessaram....kkkkkkk
Brincadeiras a parte, além de todos esses meus objetivos descritos acima, também lembrei que pretendo estudar, ah é, acho que é pra isso que eu vou, rs. Vou estudar inglês e quem sabe, fazer alguma especialização, pós, mestrado, enfim não sei exatamente o que me espera e é isso que vou descobrir.
Tenho que assumir que to com um friozinho na barriga, ou melhor to com muito frio na barriga, é uma mudança total de vida, vou largar tudo, emprego, amigos, família, atrás de algo totalmente desconhecido e isso assusta e muito, precisei de uma coragem que nem sabia que tinha, mas minha vida tava tomando um rumo que nunca quis, então nada melhor do que arriscar.
E porque a Inglaterra? Simples, pelas paisagens fantásticas, pelos castelos, parques, museus, a cultura que eu sempre admirei, os livros, a música, a arquitetura, os filmes, enfim sempre tive um quê Europeu e agora lá vou eu ☺
E é claro que vou dividir tudo isso com vocês, o blog até mudou de nome pra ilustrar essa nova fase, rs. Podexá que vou compartilhar cada momento, a ansiedade, os lugares, as experiências, então não deixem de entrar aqui e comentarem porque agora com certeza novidades não vão faltar.